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História da PL Divers




 

Segue abaixo uma entrevista com o Paulo Lopes,
fundador e sócio da PLDivers.




 

Como começou sua paixão pelo mergulho?

“Desde pequeno, mais ou menos com oito ou nove anos de idade, eu e meus irmãos assistíamos na televisão o seriado “Aventuras submarinas”, onde o personagem principal, cujo nome era Mike Nelson, fazia mergulhos fantásticos e ficávamos maravilhados com aquilo: peixes, tubarões, polvos gigantes e etc., imaginava em minha mente um dia poder ver ou fazer o mesmo e, como criança, não perdia um capitulo sequer. Também gostava de assistir aos documentários sobre a vida no mar do falecido Jacques Cousteau, aquilo sim era legal e ao mesmo tempo fascinante para um pequeno jovem. Como eu também nadava muito nos clubes da vida e adorava praia, acredito que fui contaminado com esse “vírus” do mergulho a partir dessa época”.

O que te levou a largar um emprego dito “seguro” de Engenheiro Eletrônico numa firma conceituada para trabalhar como Instrutor de mergulho?

“Quando me formei em técnico em edificações, passei em um concurso público e comecei a trabalhar em uma empresa do governo do Estado do RJ. O mergulho já era um hobby pra mim. Praticamente mergulhava todos os finais de semana. Graduei-me em Engenharia e fiquei trabalhando 20 anos nessa empresa, sendo os últimos quatro, decisivos. Estava insatisfeito com a empresa e já não sentia prazer em trabalhar nela, foi aí que comecei a fazer todos os cursos para me tornar um profissional de mergulho. Então, em 1996, decidi me desligar da empresa e me dedicar a trabalhar com mergulho recreativo, primeiro no Rio de Janeiro e, agora, completo 13 anos aqui em Arraial do Cabo. Faço o que gosto e sou feliz”.

Durante quanto tempo você trabalhou como sócio da primeira Operadora de Mergulho, até abrir a sua própria empresa?

“Vim para Arraial do Cabo e abri, com um sócio, uma operadora de mergulho. Após três anos terminei a sociedade e abri a PL DIVERS. Depois de quatro anos entrou na PL o meu atual sócio, Dimitri, e estamos até hoje trabalhando de forma correta, com segurança, profissionalismo e principalmente proteção ao meio ambiente”.

Como começou sua relação de amizade e negócios com o seu atual sócio Dimitri Praet?

“Conheci o Dimitri quando ele veio da Europa para o Brasil a passeio. Ele começou sua viagem pelo nordeste descendo o Brasil até chegar a Arraial do Cabo. Marcou alguns mergulhos comigo na PL e começou a fazer alguns cursos de mergulho, daí nasceu nossa amizade. Como o Dimitri dizia que tinha gostado muito da cidade e das pessoas e que gostaria de investir em algum negócio aqui no Brasil, propus uma sociedade e a partir daí teve início uma nova fase da PL Divers”.

Depois dessa parceria, a empresa cresceu bastante com a compra de um barco maior, um compressor próprio e uma loja de equipamentos de mergulho. Como você descreveria toda essa mudança em sua vida?

“Quando abri a sociedade com o Dimi eu tinha um bom barco, equipamentos, etc. e já estava planejando a construção da loja de equipamentos. Logicamente, com a entrada do Dimitri, pudemos investir mais, compramos o nosso compressor, trocamos o barco por um maior, e hoje temos a melhor e mais completa loja da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Isso realmente muda qualquer empresa de mergulho”.

Alguma vez você já se arrependeu da escolha que fez?

“Não. No que se refere à qualidade de vida que tenho hoje não precisa nem dizer, porém todos sabem que trabalhar com mergulho recreativo no Brasil e, principalmente na Região Sudeste é mais difícil, pois você tem que realmente gostar do que faz para ter sucesso”.

A PL trabalha bastante para conscientização de mergulhos seguros e preservação ambiental. Como vc trabalha com os atritos que isto gera com relação a outras operadoras?

“É simples porque quando você faz e o faz de maneira correta, isso se torna incontestável. Assim, quem faz errado ou sem padrão de segurança não pode falar nada, infelizmente ainda o mergulho recreativo é auto-regulamentado e ainda existem instrutores, escolas e operadoras que burlam as normas de suas certificadoras para ganhar dinheiro fácil e acabam ‘formando’ mergulhadores de modo incompleto e perigoso, nós da PL fazemos um trabalho que considero muito bom, sempre tentando melhorar. Assim dentro do mundo do mergulho no Brasil, posso dizer que somos exemplo”.

Como você descreveria a PL como ela é hoje?

“Uma empresa que está crescendo cada vez mais e que se preocupa constantemente com o correto desempenho dentro do ambiente do mergulho recreativo, fruto do trabalho dos dois sócios e de toda a equipe”.

O que você espera da PL para o futuro?

“Para que assim possamos estar sempre rodeados de clientes que, para nós torna-se mais que isso... tornam-se amigos, e essa é a maior riqueza que uma empresa pode ter”.